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Grito Rock Floresta 2012


A CIDADE DE Floresta (PE) recebeu pela segunda vez o festival Grito Rock, que nesta edição de 2012 ampliou o número de bandas participantes e dividiu-se em duas noites de muito barulho no BNB Clube. Na sexta-feira, dia 09/03, tudo teve início às 22 horas com a apresentação da Maria Das Dores, banda local que pouca gente viu e possivelmente mais ninguém verá, uma vez ouviu-se que seria o seu último show; Cabelo de Serpente, de Petrolina (PE), tocou logo em seguida e começou a animar o público que crescia à medida que a noite avançava, sendo um dos grupos com a musicalidade mais original da noite; o pauloafonsino Igor Gnomo trouxe as suas composições instrumentais juntamente com o trio NORjazzTINO, mesclando jazz com rock e na parte final chamou o cantor e compositor Gean Ramos dar um pouco mais de energia à apresentação; E por falar em energia, o penúltimo grupo da noite, Os Nelsons, extraiu o máximo de ânimo possível do público, confessando a reciprocidade em frases como “porra, Floresta é massa, caralho!” Originais também de Paulo Afonso (BA), misturam de tudo: dub+reggaeton+funk+rock+samba. E por fim, foi a vez de Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae continuar com as referências jamaicanas e todo o seu som bem elaborado. Foi a banda certa para encerrar a noite, atendendo a vários pedidos satisfeitos de 'toca mais uma'.

FEZ-SE DIA em Floresta e quando a noite ressurgiu o clube já estava pronto para receber mais cinco atrações, desta vez com muito peso: Bazzara mostrou muita atitude rock n' roll (incluindo muitas doses de álcool) e uma identidade musical cada vez mais própria, com direito a uma boa execução de “Sweet Dreams” na versão de Marilyn Manson; Na hora do punk, a Overdrive incitou as primeiras rodas e foram muito elogiados entre os que viram eles detonarem no palco. Foi a despedida do baterista Bruno, que tocou o show inteiro com uma máscara de gás; Na vez do metal, a aclamada Warcursed, de Campina Grande (PB), levou muita agressividade e destruição a Floresta, com direito a mosh e rodas de pogo entre os headbanguers; E continuando no mesmo estilo death/thrash metal, os petrolinenses da Crematorium não deixaram a celeuma cessar e fizeram até uma versão de “Symptom of the Universe”; E o encerramento ficou por conta da Hatend, de Paulo Afonso (BA), fechando com mais metal pesado, deixando todo mundo com o desejo de que a porradaria continuasse. Mas já era o fim – pelo menos até o ano que vem, quando deve ter mais.